A LeapAssets apresentou a sua mais recente aposta no mercado português, o empreendimento Portela da Villa, localizado em Torres Vedras. A urbanização tem cerca de 260 lotes, com capacidade para atrair perto de 3.000 residentes.

Este projeto afirma-se como uma solução para os desafios atuais que o país enfrenta, no que toca ao acesso à habitação, marcados pela falta de uma oferta adequada à real capacidade financeira das famílias de classe média.

A urbanização Portela da Villa, contempla o desenvolvimento de cerca de 800 fogos, entre moradias e apartamentos, numa área bruta de construção acima do solo de aproximadamente 140.000 m2, que complementarão a componente residencial já construída e ocupada, que totaliza 70 fogos. Após o desenvolvimento de todo o imobiliário residencial, o projeto vai ter capacidade para alojar cerca de 3.000 residentes.

No que diz respeito ao produto residencial, estão em estudo propostas para moradias geminadas, isoladas e em banda, tal como apartamentos nas variadas tipologias, apostando-se em soluções contemporâneas, confortáveis, com valências, acabamentos e equipamentos de qualidade, com recurso a materiais e técnicas de construção sustentáveis. O design das habitações é focado na experiência dos seus habitantes, com espaços interiores desenhados a pensar nos vários detalhes da vida quotidiana, conjugados com espaços exteriores privados, de modo a usufruir de um estilo de vida mais saudável.

Para além da componente residencial, Portela da Villa prevê ainda o desenvolvimento de lotes para uso de retalho, que vão estar direcionados para comércio de proximidade e conveniência, incluindo superfícies de média dimensão. Entre as valências que o empreendimento prevê disponibilizar, estão incluídos um jardim público com quiosque e esplanada, zonas de lazer e bem-estar, como pistas de fitness, uma horta comunitária e ainda uma área de barbecue e piquenique. As comodidades de conveniência planeadas contam ainda com áreas de apoio para animais de estimação, tratamento de resíduos e mobilidade.

A localização do projeto é uma grande mais valia, uma vez que está situado na saída 9 da A8, com excelentes acessos, quer a Lisboa quer a outros pontos da região Oeste e de todo o país. Estas acessibilidades permitem aceder à capital em trabalho ou lazer em cerca de 30 minutos.

No que toca ao investimento, na totalidade do empreendimento, o valor ascende a 200 milhões de euros, envolvendo não só a nova construção, mas também a revitalização das áreas pré-existentes, e prevê um prazo de mais de 5 anos.

O investimento foi iniciado pela LeapAssets, promotor de 119 lotes e prevê um modelo de investimento trifásico. A empresa de consultoria e gestão de investimentos assume-se como master developer da Portela da Villa, e pretende desenvolver dois terços dos 119 lotes para construção, num modelo de promoção com fundos próprios, e/ou de co-parceria com outros promotores, e através de um fundo de capital de risco, BlueCrow Development Fundo I – Portuguese Property Fund, que é gerido pela BlueCrow, lançado em março de 2023, focado no desenvolvimento imobiliário no Oeste, especificamente na Portela da Villa.

Para além das duas moradias em banda em fase de construção, atualmente em comercialização, a empresa e o fundo vão avançar com a construção de um prédio residencial com 8 a 10 fogos, com conclusão prevista para o início de 2025, o primeiro de vários projetos planeados para um futuro próximo, com caraterísticas semelhantes. O terço remanescente dos lotes será colocado em venda para desenvolvimento de promotores externos ou famílias.

No que diz respeito aos próximos anos, a LeapAssets pretende também manter um nível de atividade em Lisboa, concentrando a sua atuação na capital na área de hospitality, focada em hotelaria, e na área da habitação. No que concerne o segmento de hotelaria, a estratégia inclui não só o desenvolvimento de imobiliário hoteleiro como também assegurar a operação das unidades promovidas, como é o caso do Hotel Alegria, em plena Praça da Alegria, no coração da Capital, que será expandido em breve, com novos espaços a nascer naquela praça. No segmento de habitação, a empresa pretende concluir os investimentos já iniciados em Lisboa, focados em projetos de menor dimensão e para um alvo premium, com localizações centrais na zona circundante da Avenida da Liberdade, Marvila e Beato.

De acordo com Georges Bou Jaoude, Managing Director da LeapAssets, “Mais do que um investimento imobiliário, queremos fazer parte da solução para a crise habitacional que Portugal atravessa e a qual acreditamos que ainda se vá estender por alguns anos. O nosso foco é criar habitação para as famílias portuguesas, adequada ao seu rendimento, sem que isso implique prescindir do seu bem-estar, da proximidade, serviços, educação, comércio e cultura, e do acesso a uma casa de qualidade. A Portela da Villa reúne tudo isso, criando uma comunidade sustentável, com um modo de vida responsável, casas com preços acessíveis e ajustados à capacidade financeira da classe média portuguesa, na melhor localização da área de influência de Lisboa, Torres Vedras”.

O responsável acrescenta que, “Se olharmos para os dados estatísticos oficiais da habitação, vemos que os preços de venda das casas novas em Lisboa rondaram os 5.200 €/m2 no final de 2022, valor elevado se tivermos em conta o contexto económico da maioria dos portugueses, e que tem afastado a procura da capital por parte dos mesmos. Além disso, mantém-se uma escassez estrutural de oferta. No último ano, por cada casa nova que se construiu no país, foram vendidas nove, provando que a procura se mantém muito superior à capacidade de reposição da oferta. Aliás, esta é uma situação que está agora mais pressionada pelo aumento dos custos de construção, que em 2022 subiram cerca de 12%”, e diz ainda, “Mas, a verdade é que há opções próximas de Lisboa que permitem continuar a usufruir do espírito cosmopolita de uma capital da Europa, com um salto considerável na qualidade de vida e a preços muito competitivos. O Oeste, especificamente Torres Vedras e seus arredores, é, para nós, a opção mais atrativa. É uma região fascinante, com grande capacidade para atrair novos moradores. Tem baixa densidade, uma extensa frente de mar, vários hospitais, escolas, todos os retalhistas e serviços necessários para dar resposta às necessidades da vida moderna e está apenas a 30 minutos de carro de Lisboa”.

O responsável afirma ainda que, “Além disso, é uma região que está a trabalhar para crescer e melhorar as suas acessibilidades a Lisboa em termos da rede de transportes públicos, tais como a modernização da linha ferroviária do Oeste, além da nova ligação viária a Santa Cruz. Essa questão da mobilidade, e uma visão de futuro das autoridades responsáveis, é crucial para o desenvolvimento de territórios como Torres Vedras e para a criação de novas centralidades”.